As cinco mil lâmpadas que esta semana começaram a iluminar a fachada do novíssimo prédio erguido onde funcionava o Kartódromo Nelson Piquet, na Avenida das Américas, nada têm a ver com o Natal. Ao contrário, passarão a brilhar com mais intensidade a partir de janeiro, quando será inaugurada a mais nova casa de espetáculos da cidade.
Ainda não está pronto o projeto de iluminação, do disputado Peter Gasper, que prevê 14 spots de luz para projetar desenhos no chão e outros dois jogando luzes para o alto que poderão ser vistas de São Conrado. Mas o letreiro da casa, batizada de Ribalta, já está lá, se destacando atrás das mais de vinte palmeiras imperiais trazidas da Região dos Lagos.
Além de shows, a Ribalta — que em seu principal pavilhão tem capacidade para 2.500 pessoas confortavelmente sentadas em mesas retangulares — quer abrir espaço para congressos, feiras, banquetes, exposições e desfiles. O investimento, orçado em mais de R$ 10 milhões, é do empresário Pasquale Mauro, dono de empreendimentos como o vizinho hospital Rio Mar.
Vamos preencher o vazio que existe entre os salões de convenções de hotéis e o Riocentro. O volume de eventos como esses chega a 50 mil por ano e o retorno desse gênero de negócio gira em torno de R$ 1 bilhão. Noventa por cento dos estrangeiros escolhem o Rio para sediar feiras e congressos. Mas, por falta de espaço adequado e estrutura turística, acabam mudando para cidades como Paris. Temos um espaço maior do que o dos hotéis e um ar-condicionado que o Riocentro não tem, diz o diretor de Eventos da Ribalta, Joel Vaz.
Ex-diretor comercial do Riocentro, Joel diz que o local já tem reservas para o ano que vem, como uma grande feira de cosméticos e outra de fotografia. O palco, que é retrátil, também receberá grandes estrelas.
Para o show de inauguração, virá um artista internacional cujo nome é guardado a sete chaves. Ele se apresentará no auditório que recebeu tratamento acústico de Solon do Vale, que projetou o ATL Hall e o Projac, e programação cênica da cenógrafa Valéria Caldas, também responsável pelo Projac.
A Ribalta terá dois outros espaços: um auditório de cem lugares para videoconferências e um restaurante com piano-bar, para 400 pessoas. Para atender ao público, um verdadeiro parque industrial de alimentação está sendo construído: são 650 metros quadrados de área de produção onde poderão ser preparadas 2.500 refeições em 30 minutos. Numa praça ao lado da Ribalta, será erguido um memorial das artes cênicas.
Serão 13 estátuas de artistas brasileiros, como Procópio Ferreira, Tom Jobim, Carmen Miranda e Noel Rosa, conta Joel Vaz.